Casos de pedofilia são investigados pela Igreja Católica de Fortaleza

O arcebispo de Fortaleza, Dom José Antônio Aparecido Tosi, disse nesta quinta-feira, 7, que estão usando táticas investigativas para combater casos de abusos sexuais cometidos por religiosos, não só no Brasil como também no mundo todo. A Catedral de Fortaleza disse que já existe um caso desde de 2018 de um padre que foi afastado por uma ocorrência de pedofilia na capital.

De acordo com a arquidiocese, Dom José foi o responsável por afastar o padre acusado por pedofilia, no ano passado.

“Todas as Igrejas do Brasil estão investigando e encaminhando os casos. Não só investigando, encontrando se tem algum caso e encaminhado pela justiça da Igreja, em primeiro lugar, e, se confirmado, também pela Justiça Civil. Isso se faz no Brasil e no mundo inteiro”, disse dom José ao o OPovo Online.

A investigação como um todo se dá por conta que no fim do mês de fevereiro, o Vaticano realizou uma cúpula referente ao combate à pedofilia.

O papa, em 2013, criou uma comissão especial para proteger as crianças e adolescentes vítimas de abusos sexuais e combater casos como esse envolvendo o clero. Na cúpula, o papa assegurou: luta em todos os níveis contra a prática.

O Vaticano, em 2014, indicou que mais de 400 casos foram expulsos de seus cargos, durante o papado de Bento XVI.

De acordo com a assessoria de imprensa da Arquidiocese de Fortaleza os processos ocorrem assim: após receber as denúncias, a instituição averigua a real veracidade das denúncias. Então, se a situação for confirmada junto a fatos, o integrante da Igreja é denunciado e é levado ao Tribunal Eclesiástico e em seguida afastado de seu cargo e de todas as suas atividades. Em processos como esse existem direito de defesa e de acusação, o processo pode chegar até Roma, na Itália, onde fica a sede mundial da Igreja Católica.

(Foto: Camila de Almeida/O povo.)

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